Justin Timberlake protocolou uma petição no Supremo Tribunal do Condado de Suffolk, em Nova York, para impedir a divulgação pública das imagens da câmera corporal de sua prisão por dirigir sob influência de álcool, ocorrida em 18 de junho de 2024 em Sag Harbor, nos Hamptons. O pedido foi registrado em 2 de março de 2026 e obtido pela Rolling Stone.
O que os advogados alegam
A equipe jurídica de Timberlake, liderada pelos advogados Edward Burke Jr. e Michael J. Del Piano, argumenta que as imagens mostram o cantor em um “estado extremamente vulnerável durante um encontro com as autoridades”, capturando “detalhes íntimos de sua aparência física, comportamento, fala e conduta”. Os advogados afirmam ainda que a divulgação “causaria danos graves e irreparáveis” à sua reputação, sujeitando-o a “assédio público”, sem servir a nenhum “interesse público legítimo” sobre as operações do governo.
As gravações incluem também cenas dentro do carro de Timberlake e horas de confinamento após a prisão — informações que a defesa classifica como de “natureza médica, familiar e confidencial”, irrelevantes para a fiscalização governamental.
A solicitação pede ao tribunal que bloqueie completamente a divulgação ou, no mínimo, que as imagens sejam “redigidas ao máximo permitido por lei”, com a possibilidade de que o próprio Timberlake ou o tribunal revisem o material antes de qualquer liberação.
A disputa pela Lei de Liberdade de Informação
As imagens estão atualmente no centro de um pedido feito pela ABC News e outros veículos de mídia com base na Lei de Liberdade de Informação (FOIL) do estado de Nova York. Timberlake entrou com um pedido emergencial para suspender esse processo enquanto o tribunal avalia a petição.
O histórico do caso
Timberlake foi abordado pela polícia de Sag Harbor por volta de meia-noite do dia 18 de junho de 2024, após supostamente furar uma placa de pare e não se manter na faixa correta por vários quarteirões. Segundo os documentos do processo, o policial relatou cheiro de álcool, olhos vermelhos e desempenho ruim nos testes de sobriedade. O cantor teria dito que havia tomado apenas um martini.
Ele foi inicialmente acusado de dirigir embriagado (DWI), delito mais grave, ao qual se declarou inocente. Em setembro de 2024, chegou a um acordo judicial: se declarou culpado da infração de trânsito menor e não criminal de dirigir com capacidade reduzida (DWAI), sendo condenado a pagar uma multa de US$ 500 (mais US$ 260 de encargos), cumprir 25 horas de serviço comunitário e gravar um anúncio de serviço público sobre os perigos de dirigir alcoolizado, além de ter sua carteira de motorista suspensa por 90 dias em Nova York.
Fonte: rollingstone.com