Maren Flagg, dançarina profissional de Las Vegas conhecida artisticamente como Maren Wade, entrou com um processo de violação de marca registrada contra Taylor Swift e a UMG Recordings em um tribunal federal na Califórnia, em razão do mais recente álbum da cantora: The Life of a Showgirl*. O disco, lançado em 3 de outubro de 2025 pela Republic Records, é o 12º trabalho de estúdio de Swift, gravado na Suécia com os produtores Max Martin e Shellback, e se tornou o álbum mais vendido da história dos EUA em sua primeira semana.
Quem É Maren Wade e Por Que Ela Está Processando Swift?
Wade passou mais de uma década construindo a marca “Confessions of a Showgirl”. Ela começou escrevendo uma coluna para o Las Vegas Weekly em 2014 sob essa bandeira e, ao longo dos anos, transformou suas reflexões sobre a vida no show business em um espetáculo ao vivo, uma produção itinerante e, mais recentemente, um podcast. Em 2015, ela registrou oficialmente “Confessions of a Showgirl” como marca registrada.
No processo, obtido pela Rolling Stone, Wade afirma que a semelhança entre sua marca e The Life of a Showgirl é “imediata”. “Ambos compartilham a mesma estrutura, a mesma frase dominante e a mesma impressão comercial geral. Ambos são usados em mercados sobrepostos e são direcionados aos mesmos consumidores”, diz o documento.
O Escritório de Marcas Já Havia Recusado o Pedido de Swift
Um detalhe central do processo chama atenção: a equipe de Taylor Swift tentou registrar “The Life of a Showgirl” como marca em agosto de 2025, mas em novembro o USPTO (Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos EUA) emitiu uma recusa parcial justamente por “risco de confusão” com a marca já existente de Wade — “Confessions of a Showgirl”. Mesmo assim, segundo a ação, Swift e sua equipe nunca buscaram o consentimento ou autorização de Wade para usar o nome em seus produtos, merchandising e ações de branding.
O escritório de marcas suspendeu temporariamente o pedido de Swift no início de março, colocando o processo em espera. A recusa, porém, deve se tornar definitiva quando a suspensão for levantada, “a menos que surja um novo problema”, segundo a carta oficial.
A Ironia das Redes Sociais — e a Erosão da Marca
O processo guarda uma ironia curiosa: uma análise rápida das redes sociais de Wade revela que, por um breve período após o lançamento do álbum de Swift, ela própria parecia empolgada com a coincidência — publicando posts com músicas e hashtags de Swift como #LifeOfAShowgirl e #TS12. A arte de capa de um podcast que ela havia anunciado no verão de 2025 também usava uma paleta de cores verde-menta visualmente similar à identidade visual do álbum de Swift. Wade está em silêncio nas redes sociais desde outubro de 2025.
No entanto, em seu processo, Wade argumenta que sua marca foi simplesmente engolida pela presença avassaladora de Swift. “O que a autora construiu em doze anos, os réus ameaçaram devorar em semanas”, diz o documento. “Cada venda adicional aumenta a confusão no mercado e corrói ainda mais a capacidade de Wade de ser reconhecida como a fonte original de sua marca ‘Confessions of a Showgirl'”, completa a ação.
O que Maren Wade Está Pedindo?
Wade pede ao tribunal uma injunção permanente que proíba Swift, a UMG e suas empresas de continuar usando The Life of a Showgirl como nome do álbum e em qualquer produto ou serviço associado. Ela também solicita a devolução de todos os lucros gerados com o uso do nome e pede julgamento por júri, além de compensação financeira adicional por danos.
Jaymie Parkkinen, advogada de Wade, declarou à Rolling Stone: “Maren passou mais de uma década construindo ‘Confessions of a Showgirl’. Ela registrou. Ela mereceu. Quando a equipe de Taylor Swift tentou registrar The Life of a Showgirl, o Escritório de Marcas recusou, considerando a marca de Swift confusamente semelhante. Temos grande respeito pelo talento e sucesso de Swift, mas a lei de marcas registradas existe para garantir que criadores de todos os níveis possam proteger o que construíram.”
Um representante de Taylor Swift não retornou o pedido de comentário da Rolling Stone.
Fonte: rollingstone.com





