Amy Taylor, vocalista da banda punk australiana Amyl And The Sniffers, entrou com um processo no Tribunal Distrital da Califórnia contra a fotógrafa Jamie Nelson, alegando uso indevido de sua imagem e violação de contrato.
De acordo com a denúncia, Nelson realizou uma sessão de fotos com Taylor para a Vogue Portugal, sob o acordo de que as imagens não seriam comercializadas como obras de arte. No entanto, a fotógrafa passou a vender essas mesmas fotos como impressões fine art, o que levou Taylor a buscar indenização por “lucros cessantes e danos à sua reputação, marca e interesses comerciais”.
O caso foi detalhado em reportagem do The Guardian publicada no fim de dezembro.
A origem do conflito
Segundo o processo, o primeiro contato entre as partes aconteceu em 2024, quando a empresária da banda, Simone Ubaldi, procurou Jamie Nelson para discutir uma possível sessão de fotos promocionais de um álbum do grupo.
O acordo inicial acabou não sendo concretizado, supostamente porque a banda teria deixado claro que não permitiria o uso das imagens para fins comerciais não autorizados, como a venda de impressões artísticas.
No início de 2025, Nelson voltou a contatar Taylor — desta vez, para um ensaio fotográfico para a Vogue Portugal. As imagens foram produzidas em Los Angeles e publicadas na edição de julho da revista.
Contudo, de acordo com a defesa da cantora, nunca houve permissão para que essas fotos fossem utilizadas em qualquer outro contexto.
Venda de fotos e zine reacende disputa
Após a publicação editorial, a fotógrafa teria enviado à empresária da banda uma seleção de imagens, manifestando o desejo de vendê-las em formato de impressões fine art e zines, mas o pedido foi recusado pela equipe de Taylor.
Apesar disso, Nelson passou a comercializar as fotos em sua loja online, vendendo impressões por US$ 3.600 cada no site jamienelsonfineartphoto.com. O texto de divulgação descreve as imagens como “tiradas dentro do icônico palácio rosa vintage de Nelson em Los Angeles” e observa que fotógrafa e cantora “são muitas vezes confundidas como sósias uma da outra”.
Além disso, Nelson lançou um zine de edição limitada (225 cópias), vendido por US$ 69, com fotos da mesma sessão — veja aqui.
De acordo com o processo, a publicação do zine teria sido feita “em retaliação às exigências da Sra. Taylor para que Nelson interrompesse a exploração ilegal de seu nome, imagem e semelhança para benefício comercial próprio”.
O caso ainda está em andamento e deve reacender o debate sobre os limites do uso artístico e comercial da imagem de figuras públicas, especialmente em um cenário em que moda, música e arte visual frequentemente se cruzam.
Fonte: stereogum.com





