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Theo Wargo/Getty Images

Billy Corgan (Smashing Pumpkins) Acredita que o Rock Foi Deliberadamente Marginalizado pela Indústria

Em dezembro passado, no podcast The Magnificent OthersBilly Corgan compartilhou visões provocativas sobre o funcionamento interno da indústria musical. O líder do Smashing Pumpkins afirmou que a Casa Branca de George W. Bush tentou alistá-lo em uma campanha de influência e sugeriu uma conspiração para marginalizar o impacto do rock na cultura. O episódio foi uma conversa com Conrad Flynn, historiador do ocultismo que viralizou em certos círculos ao referenciar uma enfermeira com ferida no programa de Tucker Carlson.

Ao final do episódio, após debater sobre músicos que seriam metamorfos, Corgan teorizou sobre o declínio do rock:

“O rock foi a maior força de mudança social do século 20. E aqui estamos, 25 anos no século 21, e o rock não poderia ter menos influência na ordem político-social. Alguém acha estranho que alguém tenha decidido apertar um botão em algum lugar e garantir que pessoas como eu não digam mais certas coisas?”

A Teoria do Declínio Deliberado

Corgan trouxe Flynn de volta em um novo episódio de The Magnificent Others na semana passada, aprofundando os pensamentos. O músico afirmou que “o pop tinha mais conectividade com o satanismo do que o rock” e especulou sobre por que o rock perdeu espaço justamente na época em que os Pumpkins lançaram Adore:

“Acho que o rock foi propositadamente reduzido na cultura desde o final dos anos 90. Se você estivesse na MTV em 1997, 98, de repente eles decidiam que o rock estava fora — quando o rock ainda estava muito no topo. E foi substituído pelo rap. Seus padrões e práticas mudaram imediatamente. Então coisas que não eram permitidas foram subitamente liberadas. As pessoas brandiam armas. Algumas pessoas afirmam que a CIA esteve envolvida nisso — acima do meu nível salarial. Mas eu vi isso acontecer.”

Corgan reconheceu que “boa música surgiu disso” e que “grandes artistas emergiram”, mas insistiu que houve uma mudança evidente e intencional. Ele também apontou um paradoxo atual: “O rock é provavelmente a coisa mais dominante na venda de ingressos no mundo ocidental e, ainda assim, quase não há representação do rock na cultura. Por que temos esse cisma? Acho que reduziram propositalmente a capacidade das estrelas do rock de terem voz.”

A Visão de Joseph Kahn

Joseph Kahn, renomado diretor de videoclipes — que venceu Grammys pelos vídeos “Bad Blood” de Taylor Swift e “Without Me” de Eminem — respondeu à polêmica com uma teoria bem diferente, em uma postagem no X:

“Rock morreu quando se separou do sexo. Fiz um vídeo para uma grande banda de rock e eles discutiram sobre ‘o olhar masculino’. PC e rock são a morte. Todo mundo prefere ser a revista Rolling Stone do que os Rolling Stones. A música é, em última análise, conduzida por adolescentes excitados e eles fugiram para o rap.”

Vale o questionamento: para qual banda Kahn estaria se referindo? Os únicos vídeos que ele dirigiu para bandas nos últimos oito anos foram “Sandbox” do All-American Rejects e “What A Man Gotta Do” dos Jonas Brothers.

Kurt Loder na Conversa

Kurt Loder, jornalista que fez uma cobertura extensa do Smashing Pumpkins nos anos 90, também entrou no debate. Confira o episódio completo do podcast abaixo:

Fonte: stereogum.com

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