Björk pede independência da Groenlândia em meio a mais ameaças de Trump

Jim Dyson/Getty Images

Björk apoia independência da Groenlândia após escalada militar de Trump na Venezuela

No fim de semana, Donald Trump lançou uma operação militar na Venezuela, que incluiu bombardeios na capital, Caracas, e a captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo o governo dos Estados Unidos, Maduro deverá ser julgado por acusações de tráfico de drogas.

Em paralelo, Trump anunciou planos de relocar grandes empresas petrolíferas americanas para atuar no território venezuelano e ainda considera medidas semelhantes na Colômbia, ampliando tensões diplomáticas na região.
O presidente americano também voltou a comentar sua intenção de anexar a Groenlândia, território autônomo dinamarquês que interrompeu novas explorações de petróleo em 2021.

primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, já alertou Trump contra qualquer tentativa de interferência. Mas a cantora islandesa Björk trouxe uma perspectiva diferente — defendendo que a Groenlândia declare independência.

“Do colonialismo às cinzas do fogo”

Nesta segunda-feira (5), Björk publicou uma mensagem nas redes sociais expressando solidariedade com os groenlandeses e relembrando paralelos entre as histórias da Islândia e da Groenlândia, ambas marcadas pelo domínio dinamarquês.

“Ainda hoje os dinamarqueses tratam os groenlandeses como seres humanos de segunda classe”, escreveu a cantora, citando reportagens recentes sobre casos de esterilizações forçadas e testes discriminatórios de “competência parental” realizados em famílias groenlandesas.

A artista se referiu, em especial, a uma investigação revelada pelo The Guardian, segundo a qual 4.500 meninas de até 12 anos receberam DIUs sem consentimento entre 1966 e 1970 — fato que levou mulheres groenlandesas a processarem o Estado dinamarquês.

Na longa carta compartilhada no X (antigo Twitter), Björk expressa empatia direta:

“Desejo aos meus colegas groenlandeses bênçãos na sua luta pela independência.
Os islandeses estão extremamente aliviados por terem rompido com os dinamarqueses em 1944 — não perdemos nossa língua, e meus filhos estariam falando dinamarquês agora.
Ainda hoje, o colonialismo me dá arrepios de horror nas costas.
A possibilidade de os groenlandeses passarem de um colonizador cruel para outro é brutal demais para imaginar.”

Encerrando a mensagem com a expressão islandesa “das cinzas ao fogo”, Björk faz um apelo direto:

“Queridos groenlandeses, declarem independência!”

A declaração viralizou rapidamente, com milhares de compartilhamentos e comentários de apoio vindos de ativistas e artistas do círculo cultural nórdico.
Enquanto isso, observadores internacionais temem que a proposta americana de intervir no Ártico reacenda tensões históricas entre os EUA e a Dinamarca, especialmente após as operações militares de Trump na América Latina.

Veja a postagem original aqui

Fonte: stereogum.com

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