Doja Cat entrou na polêmica da semana defendendo a ópera e o balé — mas logo admitiu que agiu por impulso e que, na verdade, nunca assistiu a nenhum dos dois.
O contexto: o que Chalamet disse
A controvérsia começou após Timothée Chalamet fazer comentários durante um painel da Variety e CNN com Matthew McConaughey, em fevereiro. O ator afirmou: “Não quero trabalhar em balé, ópera ou coisas do tipo onde é como: ‘Ei, mantenha isso vivo, mesmo que ninguém se importe mais com isso.’ Todo respeito aos profissionais de balé e ópera.” A fala gerou uma onda de críticas de artistas, instituições culturais e celebridades, incluindo o Metropolitan Opera, que respondeu publicamente nas redes sociais.
Doja Cat ataca — e depois recua
Em um vídeo publicado e logo deletado, Doja Cat rebateu Chalamet diretamente: “Tenho certeza de que você pode entrar em um teatro de ópera agora mesmo, os assentos estarão ocupados e ninguém dirá uma palavra durante a apresentação, porque todos têm muito respeito por ela.” Mas em seguida, em um novo vídeo, ela deu uma guinada e admitiu que não sabe nada sobre o assunto:
“Vou dizer que não sei nada de ópera… Nunca fui a um balé. Nunca vi uma ópera. E ontem eu decidi dar um puxão de orelha no homem porque existe uma cultura baseada na indignação, e as pessoas querem se sentir parte de alguma coisa.”
A cantora foi ainda mais honesta ao reconhecer que estava praticando virtue signaling — ou seja, performando uma opinião para ganhar aprovação:
“O que eu estava fazendo era sinalizar virtude porque queria me conectar. Sabia que a gafe do Timothée era algo que eu poderia usar para que as pessoas se conectassem comigo. É uma forma moderna de conseguir cliques, curtidas e aprovação… Acho que só queria um abraço.”
O que outras celebridades disseram
A polêmica dividiu Hollywood. Charlie Puth foi à sua conta no X (antigo Twitter) defender as artes clássicas com uma mensagem direta: “Me sinto compelido a dizer que mesmo quando uma forma de arte não está no auge de sua popularidade, vestígios dela ainda vivem na música e no cinema que ressoam nas pessoas hoje. A música popular que ouvimos agora simplesmente não existiria sem a música popular que veio antes dela.”
Já a cantora eslovaca ADÉLA — ex-bailarina e ex-participante do reality Dream Academy, que deu origem ao grupo Katseye — tomou uma posição surpreendente ao falar com o TMZ: “Ele não está errado. O balé é uma espécie de forma de arte em extinção. É triste. Na verdade, ele apenas destacou isso. As pessoas deveriam ir mais ao balé. Talvez isso seja publicidade.”
Jamie Lee Curtis reconheceu que houve “uma redução no público dessas formas de arte”, mas questionou se isso significaria o fim delas. Já Karla Sofía Gascón, estrela de Emilia Pérez e autodeclarada fã do The Phantom of the Opera, desejou à Chalamet “boa sorte na premiação” via Stories do Instagram — um comentário irônico, já que a votação do Oscar havia se encerrado antes de os comentários do ator viralizarem, o que o manteve na disputa.
Fonte: stereogum.com





