Novos radicais roubados pela rotina de skate AI dos dançarinos de gelo olímpicos

Sarah Stier/Getty Images

Música gerada por IA causa polêmica nas Olimpíadas de Inverno 2026: plágio de New Radicals

música gerada por inteligência artificial (IA) invadiu os Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, gerando uma das maiores polêmicas da competição.
Na prova de dança no gelo, os competidores foram obrigados a incorporar música e estilos dos anos 90 em suas rotinas — mas uma dupla tcheca acabou no centro das atenções por usar uma faixa de IA que plagiou descaradamente o clássico “You Get What You Give”, do New Radicals.

Regras rígidas e soluções criativas (e problemáticas)

As normas exigiam músicas dos anos 90, mas direitos autorais complicaram as escolhas.
A maioria dos casais optou por sucessos originais:

  • Eiffel 65Spice GirlsBackstreet BoysWill SmithLenny Kravitz e Bell Biv DeVoe;

  • Medleys com “The Cup of Life” e “Livin’ La Vida Loca” de Ricky Martin;

  • Jennifer Lopez (“Waiting for Tonight”);

  • Até Offspring e Destiny’s Child em mashups criativos.

Surpreendentemente, nu-metal sentimental ficou de fora.

IA entra em cena — e causa problemas

Os irmãos tchecos Daniel Mrázek e Katerina Mrázeková escolheram uma faixa de IA chamada “One Two”, criada para evocar os anos 90.
O problema? A música copiou verbatim trechos de “You Get What You Give”:

“Todas as noites quebramos um Mercedes-Benz / Wake up kids, we’ve got the dreamer’s disease…”

A faixa ainda misturava um remix de IA de “Thunderstruck” (AC/DC), resultando em um som “enjoativo e cafonas”, segundo críticos.

A jornalista Shana Bartels, do Figure Skating for Baseball Nerdsrevelou o plágio em novembro, forçando a dupla a trocar a música.

Histórico de polêmicas com direitos autorais

A regra dos anos 90 trouxe outros desafios:

  • Canadenses Marie-Jade Lauriault e Romain Le Gac trocaram Prince por “Sex Bomb” de Tom Jones — “não tem a mesma vibe”, reclamou Lauriault;

  • Britânica Phebe Bekker foi impedida de usar Oasis por restrições de BPM;

  • Franceses Guillaume Cizeron e Laurence Fournier Beaudry vetaram “Personal Jesus” do Depeche Mode (1989, não elegível).

música de IA, porém, passou inicialmente pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) — até o plágio ser exposto.

Resultado da dupla tcheca e repercussão

Com uma segunda faixa de IA (que rabiscou Bon Jovi), os Mrázek terminaram em 17º lugar na segunda-feira.
NBC removeu vídeos não oficiais da internet (Peacock), mas a polêmica já havia viralizado.

A dupla enfrentou críticas de Sports Illustrated e outros veículos por “uso desonesto de IA”.

Rodger Sherman, do boletim SPORTS!, destacou o caso como exemplo do absurdo tecnológico nas Olimpíadas.

Fonte: stereogum.com

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