Justin Timberlake on March 10, 2024 in Beverly Hills, CA. Lionel Hahn/Getty Images

Justin Timberlake entra na Justiça para bloquear vídeo de sua prisão por DWI

Justin Timberlake protocolou uma petição no Supremo Tribunal do Condado de Suffolk, em Nova York, para impedir a divulgação pública das imagens da câmera corporal de sua prisão por dirigir sob influência de álcool, ocorrida em 18 de junho de 2024 em Sag Harbor, nos Hamptons. O pedido foi registrado em 2 de março de 2026 e obtido pela Rolling Stone.

O que os advogados alegam

A equipe jurídica de Timberlake, liderada pelos advogados Edward Burke Jr. e Michael J. Del Piano, argumenta que as imagens mostram o cantor em um “estado extremamente vulnerável durante um encontro com as autoridades”, capturando “detalhes íntimos de sua aparência física, comportamento, fala e conduta”. Os advogados afirmam ainda que a divulgação “causaria danos graves e irreparáveis” à sua reputação, sujeitando-o a “assédio público”, sem servir a nenhum “interesse público legítimo” sobre as operações do governo.

As gravações incluem também cenas dentro do carro de Timberlake e horas de confinamento após a prisão — informações que a defesa classifica como de “natureza médica, familiar e confidencial”, irrelevantes para a fiscalização governamental.

A solicitação pede ao tribunal que bloqueie completamente a divulgação ou, no mínimo, que as imagens sejam “redigidas ao máximo permitido por lei”, com a possibilidade de que o próprio Timberlake ou o tribunal revisem o material antes de qualquer liberação.

A disputa pela Lei de Liberdade de Informação

As imagens estão atualmente no centro de um pedido feito pela ABC News e outros veículos de mídia com base na Lei de Liberdade de Informação (FOIL) do estado de Nova York. Timberlake entrou com um pedido emergencial para suspender esse processo enquanto o tribunal avalia a petição.

O histórico do caso

Timberlake foi abordado pela polícia de Sag Harbor por volta de meia-noite do dia 18 de junho de 2024, após supostamente furar uma placa de pare e não se manter na faixa correta por vários quarteirões. Segundo os documentos do processo, o policial relatou cheiro de álcool, olhos vermelhos e desempenho ruim nos testes de sobriedade. O cantor teria dito que havia tomado apenas um martini.

Ele foi inicialmente acusado de dirigir embriagado (DWI), delito mais grave, ao qual se declarou inocente. Em setembro de 2024, chegou a um acordo judicial: se declarou culpado da infração de trânsito menor e não criminal de dirigir com capacidade reduzida (DWAI), sendo condenado a pagar uma multa de US$ 500 (mais US$ 260 de encargos), cumprir 25 horas de serviço comunitário e gravar um anúncio de serviço público sobre os perigos de dirigir alcoolizado, além de ter sua carteira de motorista suspensa por 90 dias em Nova York.

Fonte: rollingstone.com

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