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‘Marty Supreme’ terminou originalmente com ele se transformando em um vampiro em um show do Tears For Fears

O diretor Josh Safdie revelou que um final alternativo e inusitado de Marty Supreme — filme estrelado por Timothée Chalamet, vencedor do Globo de Ouro — incluía uma reviravolta sobrenatural: o personagem de Chalamet se transformaria em um vampiro durante um show do Tears For Fears.

O detalhe curioso veio à tona em uma conversa entre Safdie e o cineasta Sean Baker (TangerineProjeto Flórida) no podcast da A24. Durante o bate-papo, o diretor explicou que a ideia surgiu de uma sugestão inusitada do empresário e personalidade de reality show Kevin “Mr. Wonderful” O’Leary — conhecido do programa Shark Tank —, que no filme interpreta o magnata Milton Rockwell.

“Ele veio com aquela frase de vampiro… Apenas disse: ‘Marty, nasci em 1601. Sou um vampiro’”, contou Safdie, rindo. “Eu olhei para o co-roteirista Ronald Bronstein e pensei: ‘Meu Deus, que frase!’”

Os fãs mais atentos de Shark Tank talvez reconheçam a piada: O’Leary já havia usado essa mesma expressão nas redes sociais, posando fantasiado de vampiro — o que só reforçou o tom excêntrico da sugestão.

 

O final alternativo que nunca vimos

Segundo Safdie, a versão original do roteiro mostrava uma montagem da vida do protagonista, desde o nascimento até 1987, quando ele assistia a um show do Tears For Fears ao lado da neta. O diretor contou que já planejava usar faixas icônicas dos anos 80 no filme, como músicas do New OrderPublic Image Ltd. e, claro, Tears For Fears, inspiradas em “I Have The Touch” de Peter Gabriel, músico e entusiasta de tênis de mesa.

“Ele se torna um vendedor brilhante, transforma a loja na mais bem-sucedida da Orchard Street, expande para franquias, faz fortuna. A cena termina com ele na plateia de um show, refletindo sobre a juventude e o sucesso, enquanto toca Everybody Wants to Rule the World. Então… o Sr. Maravilhoso aparece atrás dele e morde seu pescoço. Ele vira um vampiro. E não envelhece.”

Safdie admitiu que, apesar do entusiasmo da equipe em filmar o momento — inclusive com próteses fabricadas sob medida para Chalamet —, o estúdio A24 não ficou convencido pela proposta:

“Eu me lembro da reação da A24: todos perguntaram, ‘isso é um erro, certo?’”, brincou o diretor.

 

Vampiros, anos 80 e liberdade criativa

Curiosamente, o Tears For Fears só fez um show em 1987 — e foi no Reino Unido —, mas como o próprio autor do artigo ressalta, “em um filme de vampiros, dá pra suspender a descrença”.

Apesar de o final ter ficado de fora, a revelação reforça o estilo ousado e caótico de Josh Safdie, conhecido por explorar o limite entre o realismo e o absurdo. E sinceramente, quem não pagaria para ver Timothée Chalamet virando vampiro ao som de Tears For Fears?

Fonte: stereogum.com

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