A tradicional série de previsões da indústria musical do Hypebot para 2026 reuniu perspectivas de profissionais de diversas áreas — incluindo distribuição, marketing, advocacia, varejo, tecnologia e produção de áudio.
O objetivo: mapear as principais tendências e mudanças que moldarão o mercado da música no novo ano.
A seguir, um resumo das principais previsões e as conclusões de cada colaborador:
Randi Zimmerman (Symphonic)
Conclusão: A ascensão da inteligência artificial fará com que mais artistas valorizem aquilo que só os humanos podem oferecer — instrumentos reais, imperfeições autênticas e criatividade “crua” — como diferencial artístico.
Jay Gilbert (Your Morning Coffee)
Conclusão: A volta de uma batalha histórica pelos direitos autorais: cresce o movimento para pagar artistas por execuções em rádios terrestres nos EUA, visto como um ato de justiça há muito aguardado.
Jesse Kirshbaum (Nue Agency)
Conclusão: A música se tornará ainda mais onipresente. O crescimento virá de parcerias mais inteligentes entre artistas, marcas e cultura, à medida que a atenção do público se torna um recurso escasso.
Chris Castle (advogado de música)
Conclusão: Novas frentes jurídicas pela frente. Além dos embates entre detentores de direitos e IA, devem surgir ações judiciais movidas por fãs sobre conteúdos gerados por inteligência artificial e discussões sobre o impacto ambiental da IA na política cultural.
Cam Satin (Tuned Global)
Conclusão: A fraude em streaming continuará crescendo. A contenção exigirá tecnologia de detecção mais sofisticada, enquanto novos modelos de pagamento direto fã-artista devem ganhar força.
Taylor Harnois (Music Shop 360)
Conclusão: O varejo musical deve se consolidar em modelos híbridos. As lojas físicas combinadas com operações digitais personalizadas por IA terão melhor desempenho e fidelização.
Bobby Owsinski (engenheiro e podcaster)
Conclusão: Grandes abalos no TikTok nos EUA e resistência crescente dos artistas a acordos com IA. O autor também aposta em um renascimento de produções e performances nitidamente humanas.
Dmitri Vietze (Rock Paper Scissors / Music Tectonics)
Conclusão: 2026 será o ano do choque entre deepfakes, batalhas legais e novas formas de monetização. Vietze prevê uma reinvenção acelerada da infraestrutura da música, para melhor ou para pior.
Jacob Varghese (Noctil)
Conclusão: Metadados se tornam questão de sobrevivência. Ele defende a criação de padrões globais de dados e rotulagem de IA, fundamentais para garantir atribuição, licenciamento e pagamentos justos.
Oito previsões do Hypebot (mesa-redonda)
Conclusão geral: O futuro muitas vezes combina o novo e o nostálgico.
Entre as áreas de crescimento estão formatos físicos resgatados, karaokê como nova vertical de receita, sincronização em larga escala e monetização via metadados estruturados.
Tendências que unem todas as previsões
Três eixos principais atravessam toda a análise de 2026:
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Realidade da IA: o setor enfrenta desafios de direitos autorais, atribuição, integridade e fraude;
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Infraestrutura e metadados: passam a ser pilares de operação e transparência global;
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Conexão direta com os fãs: de novos modelos de pagamento a experiências comunitárias, a proximidade com o público será ainda mais valiosa.
Em resumo
O ano de 2026 deve ser marcado por uma redefinição do que é autenticidade, propriedade e valor cultural no ecossistema musical.
Entre a tecnologia e a humanidade, a indústria busca um novo equilíbrio — e nele, as relações diretas e a criatividade genuína serão o bem mais precioso.
Boa sorte com seu projeto criativo neste novo ano.





