O rapper Fetty Wap, que se declarou culpado de uma acusação de tráfico de drogas em 2022, foi libertado nesta quinta-feira da prisão de Minnesota, onde cumpria uma sentença de seis anos. O artista cumprirá o restante da pena, prevista para terminar em novembro, sob confinamento domiciliar supervisionado.
Em comunicado compartilhado com a revista Rolling Stone, Fetty declarou:
“Quero agradecer à minha família, amigos e fãs pelo amor, orações e apoio contínuo — isso realmente significa tudo para mim. No momento, meu foco é retribuir por meio de minhas iniciativas comunitárias e fundação, apoiando crianças em situação de risco, expandindo o acesso à educação, habilidades tecnológicas e cuidados com a visão para estudantes, para que possam mostrar o que têm de melhor.”
Ele completou dizendo estar “comprometido em avançar com propósito e causar um impacto significativo onde for mais importante”.
Foco na família e novas restrições
Fetty Wap (cujo nome verdadeiro é Willie Junior Maxwell II) foi visto sorrindo em fotos e vídeos compartilhados por sua irmã e empresária, Divinity Maxwell-Butts. Segundo seu assessor, Abesi Manyando, o rapper está “de bom humor, focado e com os pés no chão”, priorizando a paternidade e o apoio à sua comunidade.
No entanto, a liberdade vem com regras rígidas. De acordo com o TMZ, o rapper terá que:
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Passar por testes de drogas regulares;
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Buscar aprovação de agentes federais para abrir contas bancárias pelos próximos cinco anos;
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Compartilhar todos os seus ganhos e registros fiscais com oficiais da condicional.
Além disso, ele está proibido de consumir álcool ou drogas não prescritas. Um representante do Departamento de Justiça (DOJ) não quis comentar o caso.
Relembre o caso: Prisão no Rolling Loud e condenação
O rapper recebeu a sentença de seis anos de prisão em maio de 2023, após se declarar culpado de conspirar para possuir e distribuir mais de 500 gramas de cocaína.
A prisão inicial ocorreu durante o festival Rolling Loud New York, em 2021, em uma operação do FBI. Fetty Wap foi um dos seis acusados de integrar uma rede que traficava mais de 100 quilos de substâncias — incluindo heroína, fentanil e cocaína — de Nova Jersey para Long Island.
A situação do artista se complicou em 2022, quando foi preso novamente por supostamente ameaçar matar uma pessoa, a quem chamou de “rato”, durante uma chamada de vídeo no FaceTime.
Embora os promotores buscassem inicialmente uma pena de sete a nove anos, a defesa argumentou que o cantor amadureceu longe das distrações anteriores. “Eles estão convencidos de que ele fará as coisas de maneira diferente após ser libertado”, escreveu seu advogado na época.
Fonte: rollingstone.com





