A cantora e compositora sueca Robyn revelou os primeiros detalhes de seu aguardado álbum Existential, o primeiro trabalho de estúdio em quase uma década. O lançamento está marcado para 27 de março via Young Records, e a artista aproveitou a noite de quarta-feira (7) para apresentar a faixa-título ao vivo no programa The Late Show.
Uma performance visceral e simbólica
No palco, Robyn fez uma performance solo cativante, com seus característicos elementos de dança livre e expressão corporal crua.
Entre movimentos caóticos e energia controlada, ela caminhou, se ajoelhou e se lançou ao chão, acompanhando o crescente pulso rítmico da música — uma mistura de eletrônica pulsante e introspecção emocional, típica de seu estilo.
A faixa apresenta um ritmo contagiante, mas sua letra se destaca pela honestidade vulnerável: Robyn canta sobre vivências íntimas e experiências de uma noite só enquanto estava grávida de 10 semanas por fertilização in vitro (FIV).
“Foi a minha deixa”
Em entrevista após o show, a artista explicou o contexto inusitado que inspirou a composição. Segundo Robyn, a ideia surgiu após ouvir um comentário espirituoso do rapper André 3000, que disse que “ninguém quer ouvir uma música sobre fazer uma colonoscopia”.
“Foi a minha deixa”, contou Robyn.
“Pensei: eu tenho que fazer isso — tenho que escrever um rap sobre fertilização in vitro.”
Um retorno ousado e inesperado
O novo projeto marca o retorno de uma das figuras mais influentes do pop alternativo europeu, cuja última era, com o disco Honey (2018), foi aclamada por sua sensibilidade melancólica e experimentalismo dançante.
Com Existential, Robyn parece seguir ainda mais fundo nesse território — fundindo humor, corpo e filosofia pessoal em um pop que desafia tabus e celebra a experiência humana em toda sua estranheza.
Após quase uma década desde Honey (2018), a cantora sueca Robyn prepara uma nova imersão emocional e sonora com seu nono álbum de estúdio, Existential, coproduzido por Klas Åhlund — colaborador de longa data e coautor de alguns de seus maiores sucessos.
O disco, que chega em 27 de março pela Young, promete ampliar o espaço espiritual e sensorial característico da artista, misturando eletrônica e introspecção em uma jornada de transformação pessoal.
“Como uma nave fazendo um pouso forçado”
Em uma declaração recente, Robyn descreveu o álbum com uma metáfora poderosa — a de um retorno turbulento à própria essência após anos de exploração interior:
“O disco é como uma nave espacial atravessando a atmosfera em alta velocidade e fazendo um pouso forçado”, disse.
“Foi assim que me senti — como se tivesse procurado muito longe no espaço e agora estivesse colidindo comigo mesma.”
Essa sensação de choque, reconstrução e fusão do espiritual com o carnal permeia o conceito de Existential, tanto nas letras quanto na produção densa e texturizada que define o trabalho.
Um título que surgiu como piada — e virou manifesto
Segundo a cantora, o nome Existential surgiu “como uma brincadeira entre amigos”, mas acabou se revelando perfeitamente adequado para o disco.
“Explorar minha vida sensual me dá a mesma sensação de quando faço uma boa música”, explicou.
“É uma vibração linda e sensível, algo que exige muito esforço para manter. Sinto que o propósito da minha vida é sentir tesão — não precisa ser sobre sexo, mas sobre estar viva, atraída pelas coisas que amo e não deixar que nada apague isso.”
Com essa filosofia, Robyn transforma o conceito do prazer — físico, artístico e espiritual — em um centro gravitacional de sua nova fase criativa.
O caminho até Existential
O novo projeto vem sendo apresentado gradualmente. Robyn já estreou ao vivo as faixas “Sexistential” e “Talk to Me” durante um show no Brooklyn Paramount, na véspera de Ano-Novo, logo após uma participação na Times Square, onde apresentou o single “Dopamine”, lançado em novembro.
Cada lançamento reforça a proposta de um álbum que une batidas pulsantes, emoção crua e uma maturidade vibrante — marcas registradas de uma artista que segue expandindo os limites do que o pop pode ser: físico, cerebral e profundamente humano.
Fonte: rollingstone.com





