Kid Rock at a concert in Wichita, Kansas in April 2025. Gary Miller/Getty Images

Show “All-American Halftime” tenta rivalizar com Bad Bunny no Super Bowl 2026

Enquanto Bad Bunny comandava o Apple Music Halftime Show do Super Bowl LX no Levi’s Stadium, um evento paralelo organizado pela Turning Point USA prometia entregar “um show americano de verdade” — e cumpriu exatamente isso, em tom nacionalista, exagerado e pirotécnico.

 

“All-American Halftime Show”: a resposta conservadora ao Super Bowl

Batizado de “All-American Halftime Show”, o programa foi transmitido em paralelo ao evento oficial e teve como atração principal Kid Rock, ícone da direita conservadora e figura querida entre apoiadores do movimento MAGA.
O show contou ainda com músicos country e rock de perfil conservador — e até um violoncelista de visual gótico, que rapidamente viralizou nas redes.

A produção foi transmitida no canal do YouTube da Turning Point USA, alcançando cerca de 16 milhões de visualizações totais, com 5 milhões de espectadores simultâneos no pico de audiência.
O número, embora expressivo, é insignificante diante do Halftime Show oficial, que no ano anterior atingiu um recorde de 133,5 milhões de telespectadores.

Segundo The Wrap, o evento não pôde ser transmitido na plataforma X, de Elon Musk, devido a “restrições de licenciamento”.

 

Homenagens e tom político

All-American Halftime Show foi definido por muito rock, bandeiras americanas, louvores patrióticos e referências religiosas.
Durante o evento, houve também uma homenagem póstuma a Charlie Kirk, fundador da Turning Point USA, que foi assassinado em setembro de 2025.

Por trás da estética gloriosa, o espetáculo soou também como uma crítica simbólica à escolha de Bad Bunny, um artista latino, bilíngue e pró-imigração, para o palco principal do Super Bowl — algo que muitos setores conservadores interpretaram como uma “ameaça” à identidade norte-americana tradicional.

 

Kid Rock lidera com “Bawitdaba” e cover de Cody Johnson

Kid Rock, principal nome do evento, encerrou o show de 30 minutos com duas canções:

  • “Bawitdaba”, sua faixa mais conhecida, executada com sincronização labial visivelmente fora de tempo.

  • E um cover acústico de “’Til You Can’t”, de Cody Johnson, apresentado por Rock com seu nome verdadeiro, Robert Ritchie.

Apesar de ser o headliner, foram os outros artistas country que sustentaram o evento musical.

 

Brantley Gilbert, Lee Brice e Gabby Barrett levantam a bandeira do country conservador

O cantor Brantley Gilbert trouxe seu single “Real American”, uma homenagem aos “heróis de guerra e aos que protegem o lar”.

Já Lee Brice apresentou “Country Today”, uma música com críticas culturais diretas que inclui versos como:

“Não posso dizer à minha própria filha que meninos não são meninas, nesse mundo que cancela sua bunda.”

Gabby Barrett, estrela em ascensão e ex-American Idol, emocionou o público com “The Good Ones” e a poderosa balada “I Hope”.
Curiosamente, a versão de estúdio de “I Hope” conta com participação de Charlie Puth, que na mesma noite cantava o hino nacional no Super Bowl que esse evento tentava “boicotar”.

 

Reações: Kacey Musgraves elogia Bad Bunny

Apesar da tentativa de contraprogramar o espetáculo principal, a performance de Bad Bunny — que celebrou a diversidade cultural das Américas — foi amplamente aclamada.

A cantora country e vencedora do Grammy Kacey Musgraves comentou no X (Twitter):

“Benito fez um show que me deixou mais orgulhosa de ser americana do que qualquer coisa que Kid Rock já fez.”

Fonte: rollingstone.com

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