Yungblud explora novas camadas de melancolia e intensidade em uma nova versão de “Zombie”, agora em parceria com Billy Corgan, vocalista e líder do Smashing Pumpkins.
No remix, Corgan assume o segundo verso da faixa e divide o encerramento com o roqueiro britânico, repetindo de forma quase espectral o refrão:
“Você ainda me quer, me quer, me quer?”
A releitura dá à canção um peso emocional e sonoro mais sombrio, aproximando a estética de Yungblud da atmosfera grunge e psicodélica que consagrou os Pumpkins nos anos 1990.
Um encontro entre gerações do rock alternativo
“Zombie” foi lançada originalmente no álbum mais recente de Yungblud, Idols, e se destacou como uma das faixas mais vulneráveis e introspectivas do projeto.
Em entrevista à Loudwire, em 2025, o artista revelou que Billy Corgan foi uma das maiores influências na criação do disco, destacando especialmente o clássico Siamese Dream (1993) como referência direta para o clima emocional de Idols — e em particular para “Zombie”.
“Corgan sempre esteve na vanguarda da minha inspiração”, disse Yungblud. “Ele nunca teve medo de ser intenso, poético, ou de confrontar a dor com beleza.”
A colaboração simboliza um diálogo entre gerações: o veterano do alternativo que moldou os anos 1990 e o novo expoente do rock que traduz as angústias de uma era digital e hiperexposta.
Juntos, eles transformam “Zombie” em um hino moderno sobre a persistência dos sentimentos e o vazio das conexões humanas — uma canção que ecoa como lamento e celebração ao mesmo tempo.
Em entrevista recente, Yungblud contou que a colaboração com Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, na nova versão de “Zombie”, nasceu de uma necessidade artística visceral.
“Quando ‘Zombie’ apareceu, eu sabia que queria fazer uma nova versão”, explicou o músico. “Falei: ‘Billy, por favor, me ajuda a coçar essa coceira. Quero que esse disco vá mais fundo.’”
Yungblud descreveu o novo registro como um contraste entre luz e escuridão, inspirado por personagens como Jekyll e Hyde:
“Precisava haver duas faces — uma versão cheia de otimismo, de vida, e outra totalmente sombria, pessimista, amarga, até agressiva.”
Indicações ao Grammy e renascimento criativo
A nova gravação chega em um momento decisivo da carreira do artista. “Zombie” está indicada ao Grammy 2026 de Melhor Canção de Rock, concorrendo com Nine Inch Nails, Sleep Token, Hayley Williams e Turnstile.
Seu álbum mais recente, Idols, também foi nomeado na categoria Melhor Álbum de Rock, ao lado de Deftones, Haim, Linkin Park e novamente Turnstile.
Em entrevista à Rolling Stone, Yungblud descreveu o disco como um ponto de virada pessoal e artístico:
“Esse álbum foi quase minha última chance. Se eu não tivesse certeza do que estava fazendo, acho que não haveria um caminho de volta. Fiz um disco incrível quando tinha 19 anos — The 21st Century Liability — e cresci muito mais rápido do que esperava. Então o mainstream te encontra e, de repente, você começa a duvidar das coisas que antes pareciam naturais.”
“O rock só vive se for honesto”
Rejeitando fórmulas e nostalgias, Yungblud afirmou que Idols nasceu de um desejo de redefinir o que o rock pode significar hoje:
“Se soasse datado, eu falhei. Já temos bandas demais fazendo pastiche. É por isso que o rock ficou estagnado por tanto tempo. Eu não queria que o disco fosse de uma época, nem deste momento — só queria que fosse verdadeiro.”
Essa filosofia foi tema de sua conversa com Corgan no podcast The Other Magnificent Ones, em outubro.
“Por anos me disseram para distorcer a ideia do rock, em vez de simplesmente segui-lo de forma pura — e foi assim que acabei me apaixonando de novo por ele.”
Segundo Yungblud, a troca com Corgan teve impacto profundo:
“O bom e velho Billy me disse: ‘Eu gostaria que você cantasse isso.’ E eu pensei: ‘Ok, é hora de fazer direito.’ Acho que toda essa jornada foi linda, porque finalmente encontrei a primeira forma do que quero fazer pelo resto da minha vida.”
Fonte: rollingstone.com





